18 de jan de 2017

Síndrome do Pensamento Acelerado Porque isto tá afetando nossas crianças e adolescentes?

Segundo Augusto Cury nossas crianças e adolescente estão sendo bombardeada de tantas informações e obrigações que já não conseguem se organizar mentalmente. Segundo este escritor, psiquiatra e pioneiro nas pesquisas sobre esta síndrome, o excesso de informações possa acarreta problemas prejudiciais à saúde de modo geral.

Sintomas como agitamento, irritabilidade, desatenção, aceleramento, persistência, apreensão, falta de memória, déficit de atenção, insônia, humor flutuante e cometer os mesmos erros varias vezes podemos considerar como indícios desta síndrome¹ que é muito confundida pelos psiquiatras como Hiperatividade.
Conforme, vários artigos publicados sobre o assunto, ela não é uma doença, mas se vincula ao transtorno² de ansiedade. O esgotamento mental desacelera o pensamento e se converte em cansaço físico, roubando toda energia produzida pelo corpo.
                                        Ensinar a serem Pensadores
NÃO
Servos de seus pensamentos
  
Deixo um alerta para os pais, evitem presentear excessivamente as crianças, pois, vários cuidadores acreditam que satisfazendo elas somente com bens matérias podem suprir a necessidade afetiva e emocional. Vamos mostrar para elas que é importante socializar e construir brincadeiras que estão além de um celular, vídeo game, tablete para ter migalhas.

 Devemos ficar atentos aos sintomas e a forma como educando nossas crianças. Se não tratada pode causar o ultimo estagio do adoecimento a psiquiátrico, depressão, síndrome do pânico, doenças psicossomáticas, distúrbios alimentares, etc.  
Visto que estamos adoecendo rapidamente e coletivamente devido o meio na qual estamos vivendo. Isto nos proporciona muita comodidade, vícios, cobranças e trilhões de afazeres que são desnecessários. Nossas crianças não estão tendo mais tempo para brincar na rua, fazer amigo, nadar no rio, subir em árvores, não estão resgatando mais a origem dos séculos passados por causa da tecnologia que suga toda criatividade, as bagunça e as brincadeiras.
 O pensamento não consegue se organizar devido o aceleramento, podendo causar o adoecimento psíquico e não só a depressão, mas ansiedade, anorexias, bulimias, transtornos psicossomáticos e etc. O escritor ainda afirma que diversas vezes que a sociedade toma caminhos conturbados e inadequados, ocorre o adoecimento rápido e coletivo. Com isso, deixamos de cuidar das emoções é ter qualidade de vida.
Atualmente como profissional do corpo e da alma, convivo com crianças que estão em um mundo de descobrimento, adolescentes que estão começando a se consolidar como indivíduos de personalidades únicas e adultos que buscam sempre a realização do todo (pessoal, profissional, familiar, etc), estamos vivemos em uma sociedade que busca tanta perfeição, praticidade e ambição que os valores de viver bem e feliz deixaram de ser prioridades.
Pode se perceber que nosso corpo é espelho dos nossos sentimentos. A ansiedade é um instrumento de alerta para dizer que há algo errado em nosso cotidiano e existe varias mudanças que vemos observar sendo elas, comer ou comprar compulsivamente, disturbios do sono, taquicardia, sudorese e inquietação, são prejudiciais e incomodam muito seu bem e estar e paz interior.
Como lidar com esta situação, melhor forma é procurar orientação com especialista e também mudar o estilo e a rotina da vida diária. Normalmente é orientado intercalar as tarefas com lazeres e atividades físicas, na qual possibilita o corpo e a mente funcionar de maneira organizada e tranquila. Fazer pausas e dedicar a prazeres (musica, teatro, dança, livros) ajudando a mente a descansar e se tornar mais efetiva ao retornas aos afazeres. 
A psicologia infantil e a psicopedagoga permitem explorar e observar além de um mau comportamento, medo ou dificuldade.  É possível trabalhar mecanismos conscientes e inconscientes, onde o indivíduo não consegue identificar o motivo pelo qual este sentimento ou comportamento esta presente.
A terapia cognitiva comportamental trabalhar diretamente com a ação e reação, ou seja, funcionamos em um mecanismo onde

PENSO   ----->     SINTO  ------->     FAÇO

Com os adultos é um pouco diferente, pois, colocamos mais barreiras, obstáculos e algumas vezes montanhas para poder fingir que ta tudo bem e tudo certo. São vistos como pessoas maduras, racionais, compreensivas e sentimentais algumas vezes, mas não deixaram de ter problemas que ainda sozinhos não conseguem solucionar. Compreendemos que devemos ter a capacidade de ser auto-suficiente, mas também errantes. No entanto, devemos ir com calma, pois, podemos ser tudo isto, mas também somos humanos, temos momento de fragilidade e não devemos deixar o orgulho atrapalhar o bom que você tem para poder mudar e conquistar seus sonhos.
Mas ao olhar para espelho e vê que não consegue realizar determinada tarefa sozinho, nada como uma boa conversa para poder aliviar aquilo que tanto agonia e aperta dentro de nós.

Referências:                                                                            
Augusto Cury: Síndrome do Pensamento Acelerado x Hiperatividade
Acesso em: 24/11/2016

Síndrome do pensamento acelerado: sintomas, causas e tratamento. Disponível em: http://vivomaissaudavel.com.br/saude/clinica-geral/sindrome-do-pensamento-acelerado-sintomas-causas-e-tratamento/ Acesso: Acesso em: 24/11/2016

Marília Moraes Rezende
Trabalho com a abordagem TCC (terapia cognitiva comportamental) conclui o bacharel em Psicologia na Faculdade Pitágoras de Uberlândia (2012) atualmente analiso diversos comportamentos e perfis de personalidade e detectar a melhor maneira de cuidar da vida humana. Pós Graduada em Psicopedagoga e Neuropedagogia na Instituição (Passo 1) onde lido com as problemas de dificuldades em aprendizagem, dislexia, discalculia, TDH, TDA, Espectro do Autismo, Síndrome de Down, distúrbios psíquicos, entre outros transtornos e traumas infantis. Especializei na abordagem AT (Análise Transacional) na lida com a personalidade (individual e social) do indivíduo e é uma psicoterapia sistemática para o crescimento e mudança pessoal voltadas para adolescentes e adultos. 

23 de dez de 2016

Recesso

O Acolher: espaço terapêutico agradece à todos os clientes que estiveram conosco em 2016 e desejamos uma ótima passagem de ano.
A secretaria da clínica estará recesso entre os dias 23/12/16 à 17/01/17 e os contatos poderão ser feitos através do e-mail:  contato@clinicaacolher.com  ou também individualmente com os profissionais da clínica:

Teresa Cristina Martins Silva: teresacristina@clinicaacolher.com
Thamy Morais: thamy@clinicaacolher.com
Célia Gonçalves: celiapsy@hotmail.com
Marília Rez: mmarilia09@gmail.com
Ludmilla Soares: ludmillassoares@yahoo.com.br
Juliene Pimenta: jupimenta@gmail.com
Filipe Castro: filipesilvadm@hotmail.com


video

19 de dez de 2016

Alimentação e saúde mental

Que a nossa alimentação influencia a nossa saúde todo mundo sabe, mas estudos recentes indicam que nossa alimentação também influencia nossa saúde mental. O psiquiatra da Universidade de Melbourne e integrante da Sociedade de Pesquisa Internacional em Psiquiatria Nutricional, Jerome Sarris, tem estudado os benefícios da alimentação como tratamento de desordens psicológicas e psiquiátricas, como a depressão e o transtorno bipolar, por exemplo. “Os determinantes da saúde mental são complexos, mas, cada vez mais, há evidências sobre a importância da nutrição e sua implicação na incidência de distúrbios mentais. Defendemos o reconhecimento da dieta e da nutrição como determinantes centrais da saúde física e mental.", afirma Sarris (2015). Os novos modos de vida, advindos da modernidade, têm contribuído para o aumento significativo da ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, e a alimentação tem sido um determinante crucial. Uma dieta rica em alimentos integrais, legumes, frutas, frutos do mar, carne magra, nozes e leguminosas, evitando-se o consumo de processados, fornece nutrientes essenciais para se prevenir vários transtornos mentais. Isso ocorre porque, para funcionar, o nosso cérebro utiliza uma proporção da nossa ingestão total de energia e nutrientes. Tanto sua estrutura como suas funções depende de aminoácidos, gorduras, vitaminas e minerais. Vários estudos epidemiológicos mostraram que padrões alimentares saudáveis estão ligados à redução da prevalência e do risco de depressão e suicídio. A nutrição materna durante a gestação e amamentação também tem se mostrado um importante determinante da saúde mental das crianças. Estudos têm mostrado que a orientação sobre uma alimentação mais saudável foi tão eficaz como a psicoterapia na prevenção e melhora de quadros de depressão. Nutrientes como ômega-3, vitamina B (incluindo ácido fólico), ferro, zinco, magnésio, vitamina D, aminoácidos, entre outros, podem auxiliar em atividades neuroquímicas benéficas para o manejo de transtornos mentais. Estudos clínicos apontam a utilidade dos ácidos graxos ômega-3 na prevenção de distúrbios como a depressão bipolar, transtornos de estresse pós-traumático, depressão maior e psicose. Além disso, a deficiência de zinco tem sido associada ao aumento de sintomas depressivos, havendo evidências de que a suplementação de zinco melhora o humor depressivo. Já a deficiência de vitamina B, principalmente o folato (B9), foi encontrada em pessoas deprimidas.  O ácido fólico também tem auxiliado na melhora de pacientes deprimidos. Estudos sugerem ainda que a deficiência de vitamina D nas mães está relacionada a um maior risco de se desenvolver esquizofrenia, e ao aumento de sintomas depressivos. É importante ressaltar que uma alimentação combinada com todas essas vitaminas tem se revelado mais eficaz do que a suplementação dos nutrientes isoladamente. Por isso, mais do que auxiliar nossos processos fisiológicos e nossa saúde física, uma alimentação correta, equilibrada e saudável também previne transtornos psicológicos, e colabora efetivamente para uma melhor saúde mental.


*Referência: Sarris, J. et. al. (2015). Nutritional medicine as mainstream in psychiatry. The Lancet Psychiatry 2(3), p. 271-274.

Juliene Pimenta Assunção

Psicóloga e Terapeuta Cognitivo Comportamental
CRP 04/46648 

5 de dez de 2016

A dor do luto

Com a proximidade do final de ano, das comemorações em família e do inevitável balanço do ano que está acabando, é natural experimentar emoções como tristeza e saudade pela ausência de pessoas queridas, por estarem distantes ou, nos casos mais dolorosos, pela morte. Em muitas famílias, junto com a alegria pelos reencontros e a comemoração de conquistas, pairam lembranças nostálgicas e um tanto de pesar pelo que se perdeu, sejam pessoas, lugares, oportunidades ou sonhos. Mas, se lugares podem ser revisitados, oportunidades e sonhos se renovam, a perda de cônjuge, parente ou amigo representa a dor por algo irrecuperável.
 A morte é inevitável, faz parte do ciclo da vida, e nem por isso é um acontecimento fácil de superar ao contrário, dependendo de vários fatores, como grau de proximidade, tipo de relacionamento e como o falecimento se deu (doença longa, acidente, suicídio), pode causar tamanho sofrimento que leva à depressão. A morte de um filho, por exemplo, é tão devastadora que, muitas vezes, a família se desestrutura de tal forma que os pais se separam. Pelo espírito gregário do ser humano, as mortes coletivas, causadas por catástrofes naturais ou não, também provocam os sintomas percebidos no luto particular e suas consequências emocionais. 
 A dor de perder alguém é tão poderosa que cada um recorre a diversas formas de se defender perante o sofrimento. Segundo o psicanalista Bowlby, quanto maior a vinculação ou seja, o apego a ligação á pessoa perdida, maior será o sofrimento e a dor do luto. São várias formas de emoções e comportamentos que vão surgindo ao longo do processo de luto, que de acordo com Bowlby, organizam-se da seguinte forma:
  • Fase de choque e negação, na qual a pessoa pode sentir-se como desligada da realidade, meio atordoada e desamparada, imobilizada e perdida. A negação surge como defesa contra a dor da aceitação da perda;
  • Fase do protesto, que se caracteriza pelas emoções fortes, pelo sofrimento psicológico e pelo aumento da agitação física. Nesta altura, podem manifestar-se sentimentos de raiva contra si próprio (por não ter conseguido fazer mais nada) ou contra outras pessoas;
  • Fase do desespero, que se associa a momentos de apatia e depressão e que pode conduzir a um isolamento social e a um desinvestimento nas atividades diárias, aumentando o desinteresse, as dificuldades de concentração e os sintomas físicos (como insônias, perda de peso ou aumento de apetite, crises de choro, desesperança);
  • Fase da desorganização e reorganização que permite que a pessoa aceite a perda, integrando a importância da pessoa perdida e do seu significado no dia-a-dia, enfrentando a situação de forma mais consciente. As emoções já não estão á flor da pele e o desespero e a desesperança diminuem e o processo de cura emocional se inicia.

 A fase aguda do luto dura geralmente dois meses, podendo demorar um ano ou mais para que se vençam os sentimentos mais fortes. O luto precisa ser vivido em todas as suas fases, mas quando a dor da perda permanece muito grande ou quando a pessoa não manifesta sinais de reação poderá desenvolver-se uma situação de luto patológico, onde se assiste a uma fixação em alguma das fases. A pessoa vive com maior intensidade algum dos sintomas e o sofrimento se prolonga indefinidamente, com sintomas e complicações que comprometem sua vida quotidiana. Nesses casos deve-se recorrer a ajuda especializada e com a psicoterapia trabalhar sentimentos, estratégias e mecanismos internos que possibilitem a superação e permitam a evolução do processo de luto.
Texto contém referência de Maria Cristina Ramos Brito.

Célia Gonçalves dos Santos 
Psicologa Clínica e Neuropsicóloga - CRP: 04/IS00497
Telefone:3083 6720
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