26/03/2014

Mamães de primeira viagem, como lidar com a ida da criança para a escolinha?

Mamães de primeira viagem talvez não imaginam como é difícil lidar com a ida de seu filho pela primeira vez para uma creche / escolinha. Depois de passar meses ou mesmo anos se dedicando exclusivamente ao bem estar da criança, é natural que distanciar-se dela, ainda que temporariamente, provoque dor; além de dúvidas se ela sobreviverá sem seu olhar atento. No entanto, ter em mente que ela estará entrando no mundo social é essencial, pois conhecer e socializar com novas crianças e adultos é muito benéfico e faz parte do desenvolvimento infantil. Por outro lado, as mamães terão tempo para cuidar de si ou voltarem a trabalhar.
Neste novo ambiente, as crianças conviverão com outras da mesma faixa etária, as quais poderão apresentar comportamentos e atitudes diferentes dos acostumados em casa. Novas regras e normas serão conhecidas, bem como novos aprendizados, como o de compartilhar com os outros o mesmo brinquedo. É mais uma etapa do processo de individualização da criança, o qual a acompanhará ao longo da vida, através da ampliação constante de novas experiências.
É importante destacar que as mamães devem agir naturalmente com este novo processo de “levar o filho para escola”, pois a criança que percebe o sofrimento e a insegurança da mãe pode ter dificuldade para se separar e se adaptar ao novo ambiente, além de sentir medo do abandono e insegurança. Afinal, “por que minha mãe está chorando se vem me buscar daqui a pouco?” Portanto, controle seus sentimentos pelo bem maior.
Algumas dicas para as mães que têm, ou estão tendo, maior dificuldade em lidar com esta nova etapa:
-       Dedicar-se ao trabalho ajuda a ocupar a cabeça e dá menos espaço para fantasias. Para aquelas mães que não trabalham fora, vale arrumar algo prazeroso para fazer nas horas que o filho estiver na creche ou escola.
-       Conversar com outras mães pode ser um santo remédio. Você vai descobrir que não é a única que está passando por isso e, o mais importante, que esta fase vai acabar.
-       A angústia gerada pela culpa por não ficar com o filho o tempo todo não é bom para ninguém, muito menos para a criança. Relaxe!


Larissa Aparecida Costa Furlanetto
          Psicóloga / Psicanalista


Referências:

14/03/2014

Quando travamos uma corrida contra relógio: entenda o Pradrão de comportamento Tipo A .

Muitas pessoas vivem “correndo” de um lado para o outro para dar conta de seus inúmeros afazeres, especialmente na esfera do trabalho. Algumas carreiras e determinados perfis profissionais como pessoas empreendedoras, profissionais liberais e autônomos podem estar mais propensos a desenvolver determinados comportamentos que podem desencadeiar o Padrão de Comportamento Tipo A .
            Com o excesso de atividades as pessoas começam a ficar queixosas sobre a sobrecarga de trabalho, a competitividade do mercado, sobre as pressões para alcançar resultados e acabam sacrificando outras esferas da vida afim de cumprir prazos e alcançar os resultados estabelecidos por si mesmas, ou para os empregadores. É comum ouvir “tempo é dinheiro”, “não posso perder tempo”, “No pain, no gain”.  Dessa forma, é fácil ver estas pessoas priorizando demasiadamente as atividades profissionais e recusando convites para sair com amigos, faltando à reuniões na escola dos filhos, não participando de atividades culturais, e tão menos atividades físicas, pois acham que devem cumprir os prazos e trabalhar inclusive em horários desumanos.
            Agindo assim, conflitos e problemas começam a surgir nas esferas relacionais, tais como o relacionamento afetivo, com amigos (social), filhos e até mesmo com os colegas de trabalho. Geralmente estas pessoas começam a tratar as pessoas do seu convívio diário com demasiada objetividade e racionalidade, já que “não podem perder tempo” com coisas “bobas” e guardam toda a gentileza e coordialidade para a relações de trabalho que podem trazer benefícios. Não raras são as vezes em que familiares e amigos começam a reclamar da ausência da pessoa e esta, muitas vezes se justifica que está tentando fazer o melhor para família, e que precisa garantir o futuro, mas convido à reflexão: a que custo?
            Sim, tal padrão de comportamento pode ter impactos muito negativos na saúde da pessoa, nos seus relacionamento e na sua própria autoimagem. Na saúde, é comum aparecer sintomas de estresse, tensão muscular, humor irratado, além de problemas cardiovasculares. Nos relacionamentos as pessoas podem se afastar, causando assim o isolamento. E na autoimagem, na medida em que a pessoa não “dá conta” de tudo que assume para si, pode se rotular como fraco, fracassado, impotente.
            Seguem agora as principais características do Padrão de comportamento tipo A, para que você possa identificar se no seu cotidiano você apresenta alguns ou muitos deles:
1.    Tendência para procurar atingir metas não bem definidas ou muito altas;
2. Acentuada impulsão para competir;
3. Desejo contínuo de ser reconhecido e de progredir;
4. Envolvimento em múltiplas funções;
5. Impossibilidade prática (falta de tempo) para terminar alguns empreendimentos;
6. Preocupação física e mental;
7. Incapacidade de relaxamento satisfatório, mesmo em épocas de folga;
8. Insatisfação crônica com as realizações;
9. Grau de ambição está sempre acima do que obtém;
10. Movimentos rápidos do corpo;
11. Tensão facial;
12. Entonação emotiva e explosiva na conversação normal;
13. Mãos e dentes quase sempre apertados
            (Fonte:  PsiqWeb- portal de Psiquiatria)
           
            Talvez agora você tenha refletido se possui algumas ou muitas dessas características e a reflexão sempre é importante para termos a oportunidade de fazer diferente na busca de uma vida equilibrada e gratificante.
            O primeiro passo é reconhecer que precisa mudar, para assim avaliar quais aspectos tem sido mais danosos na sua conduta. O segundo passo é compreender que mudanças são um processo e que não acontecem com decisões radicais, mas que para serem efetivas ocorrem gradualmente.
            Algumas ferramentas podem ajudar-lhe neste processo de mudança caso você tenha identificado que vive neste padrão. São elas:
1.    Reflita sobre quando e porque começou a se comportar assim? O que você tem valorizado em demasia? Isso lhe traz os ganhos esperados em todas as esferas da vida, ou tem sido danoso?
2.    Avalie suas fontes estressoras. Elas são internas, externas ou imaginárias? Quando temos clareza delas, podemos mudá-las.
3.    Busque ou resgate atividades relaxantes ou prazerosas que talvez você tenha deixado de fazer.
4.    Compreenda seus limites, será que você está indo além deles? Se sim, é hora de reavaliar.
5.    Procure realizar diariamente atividades diferentes e que não estejam relacionadas com sua atividade profissional. Pode ser um hobby, uma caminhada, um happy hour, a leitura de um livro, assistir um filme, dentre outras possibilidades.
6.    Delegue tarefas a outras pessoas quando isso for possível, talvez você esteja se sobrecarregando sem necessidade. Reavalie.
7.    Cultive o relacionamento afetivo, faça amizades, cuide das já existentes. Quando falar olhe nos olhes demonstre real interesse. Quando ouvir esteja atento ao que o outro quer lhe comunicar.

8.    Cuide de você, lembre-se que uma vida equilibrada está relacionada a nos dedicarmos não só ao trabalho, mas também ao autocuidado, aos relacionamentos, lazer e espiritualidade. 

Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720

14/01/2014

Promoção em saúde mental - o Projeto Janeiro Branco.

   De acordo com a Organização Mundial de Saúde, saúde mental é o estado de bem estar no qual o indivíduo realiza suas capacidades, possui estratégias de enfrentamento saudáveis diante do estresse do dia a dia e poder contribuir para a comunidade ao qual se está inserido. Assim, a promoção da saúde mental pode ser feita através de quaisquer ações e atividades que contribuam para uma boa saúde mental e seu objetivo principal está pautado em gerar bem estar emocional.
           Atualmente vivenciamos um aumento expressivo dos casos de violência no trânsito, drogadição, consumismo desenfreado, intolerância o que pode gerar um desequilíbrio emocional desencadeando transtornos de humor, estresse elevado, abuso de álcool e outras drogas, além de outros transtornos psíquicos.
            Assim, precisamos de forma urgente repensar o cuidado em saúde mental com o foco não só nas práticas curativas, mas também na prevenção e promoção do bem estar emocional.  Diversas áreas do saber já produziram conhecimentos e práticas que favorecem à saúde mental, porém precisamos integrá-las para que alcancemos um equilíbrio emocional global.
            Diante dessas reflexões, psicólogos de Uberlândia-MG idealizaram o projeto Janeiro Branco: ações em saúde mental. De interesse público, o foco do projeto é despertar toda sociedade quanto à importância da saúde mental em desde seus aspectos individuais aos coletivos.
            Como objetivo geral, Janeiro Branco pretende despertar a consciência da sociedade, dos indivíduos e instituições a respeito da importância, significado, extensão e impactos da Saúde Mental na vida de todos os seres humanos. Dentre os objetivos específicos, destacam-se:
 -  Inserir a temática “Saúde Mental” na comunidade como um todo;
 -  Promover, entre as pessoas, ações em Saúde Mental que leve a ideia de que “Saúde Mental” refere-se à qualidade de vida pessoal e relacional dos indivíduos, em especial levando-se em conta os seguintes critérios: atitudes positivas em relação a si próprio, crescimento, desenvolvimento e auto-realização, integração e resposta emocional, autonomia e autodeterminação, percepção apurada da realidade e domínio ambiental e competência social;
  - Despertar os mais variados profissionais existentes na sociedade para o fato de que seus diferentes conhecimentos podem contribuir para a promoção e prevenção em Saúde Mental;
  -  Evidenciar a temática “Saúde Mental” na mídia.
  - Provocar nas pessoas a reflexão de que inúmeras situações cotidianas experenciadas, das individuais às coletivas, possuem íntima relação com a condição psicológica e emocional dos indivíduos e que, portanto, é responsabilidade de todos;
 - Difundir um conceito ampliado de Saúde Mental como um estado de equilíbrio emocional, combatendo à ideia equivocada de que a mesma está relacionada somente à Transtorno Mental ou à ausência desses transtornos;

    Acreditamos que todas as pessoas, de forma individual ou coletiva possam colaborar de forma significativa para o alcance desses objetivos supracitados. Para tal, foi criado um marco no mês de Janeiro para a concentração das ações. No primeiro ano de edição do projeto, foi lançada a campanha Janeiro Branco no dia 10/01/14 com uma caminhada e o tema escolhido para este ano foi “O conhecimento à seu favor”  pois as diversas áreas do conhecimento podem colaborar para a melhoria do bem estar emocional, e consequentemente a saúde mental.
            No site do projeto www.janeirobranco.org existe uma agenda das diversas ações que já estão ocorrendo durante todo mês, bem como vídeos e notícias explicativas sobre a campanha. Além disso, estão disponíveis variadas capas para facebook, abordando o que está a nosso favor com diversos temas. Você pode colaborar na sua rede social trocando sua capa do facebook durante o mês de janeiro.
            Para finalizar deixo a reflexão: como está sua saúde mental? Como você pode cuidar mais desde aspecto de sua vida? De que forma, você pode contribuir para a saúde mental do mundo ao seu redor? Conte com o nosso apoio!!

Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720


            
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