14/10/2014

Ansiedade: a favor ou contra o bem-estar?

A clínica Acolher realizará nos dias 11, 12, 13 e 14 de novembro, às 19:30hs, o Circuito de Palestras "Ansiedade: a favor ou contra o bem-estar?"

Compreendendo que o conceito de saúde envolve o bem-estar físico, mental e social, convidamos profissionais de diferentes áreas do conhecimento para falarem um pouco sobre a ANSIEDADE e como podemos mantê-la em equilíbrio, utilizando-a a nosso favor. 

As inscrições poderão ser realizadas no Acolher espaço terapêutico, localizado na Av. Cipriano Del Fávero, 794. Centro. Horário comercial. 

A inscrição para cada palestra pede uma contribuição de 2 litros de leite.

O evento será totalmente beneficente e toda contribuição será doada para instituições de caridade.

Aguardamos a sua presença!
São apenas 20 vagas para cada palestra! Corra, inscreva-se, venha participar desse momento de aprendizagem e, ainda por cima, fazer o bem!



11/06/2014

Inveja: que sentimento é esse??

De acordo com o dicionário, a inveja é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser).  A inveja pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

Esse sentimento humano é próprio de pessoas que querem sempre ser o centro das atenções ou as maiores e melhores em tudo o que são, fazem ou falam, razão pela qual se sentem ameaçadas com a presença de outro alguém que possa, até mesmo involuntariamente, "roubar" seu lugar ao pódio.A principal limitação que os impedem de ter os atributos tanto cobiçados é o deixar de viver a própria vida para viver a vida alheia. 
Ao se falar sobre a inveja, o primeiro impulso é condenar e julgar este sentimento como algo errado, feio, baixo. Quando invejamos os outros, sentimos vergonha ou ficamos assustados e nos reprimimos; se percebemos a inveja dos outros, ficamos com medo ou raiva da outra pessoa. Porém, a inveja faz parte da natureza humana e, portanto, faz parte de absolutamente todos nós.
Habitualmente, a inveja é formada a partir do momento em que as qualidades do outro são comparadas, faltando uma avaliação do próprio potencial. Estes sentimentos de grande frustração e de inferioridade são gerados pelo fato de a pessoa não ser capaz de realizar ações minimamente úteis para si e para os outros, consolidando-se assim o complexo de inferioridade à pessoa invejada.
A inveja sinaliza o quanto estamos precisando trabalhar nosso amor próprio e autoestima:quanto mais sentimos, maior é o nosso vazio interno. O mesmo serve para quem é sempre o alvo da inveja dos outros, ou seja, parece contraditório, mas quem se sente afetado pela inveja alheia, na realidade carrega as mesmas energias desarmonizadas de insegurança e falta de autoestima de quem sente inveja, apesar do sentimento se manifestar de maneiras diferentes em cada situação. Se a pessoa está segura ou plena em si mesma, a inveja alheia não incomoda ou, como se diz na linguagem popular, "não pega".
Mas, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a autoestima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa. Contaminado pelo ódio, o invejoso aproveita-se da projeção, tornando más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue, faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas, por não as querer perceber perante os outros, numa tentativa de raiva e tristeza por tudo o que ele tem e conquista. Frustrado, e por negar os próprios sentimentos negativos que há dentro de si, o invejoso coloca todo o tipo de sentimentos maus naquele que é o objeto da sua inveja.
A única maneira de realmente neutralizar esse sentimento é aprender a utilizá-lo a nosso favor, já que, querendo ou não, ele continuará existindo dentro e fora de nós, porque é algo inerente à natureza humana. Nosso grande e nobre objetivo não é deixar de sentir inveja, mas aprender a direcioná-la de forma positiva.
Então, que tal ficar atento e da próxima vez que tiver que lidar com a inveja dentro ou fora de si, em vez de julgar ou sentir raiva, fazer um gesto de amor por si mesmo? Traga sua atenção para dentro, cuide de si, aprofunde seu trabalho de fortalecimento do amor próprio! Transforme a inveja em um motor para sua autoestima!

Larissa Aparecida Costa Furlanetto
          Psicóloga / Psicanalista

03/06/2014

Você “curtiu”? Reflexões sobre o flerte online

É fato que as redes sociais trouxeram novas possibilidades de conhecer pessoas e de se relacionar.  Com apenas um clique podemos nos conectar de forma muito rápida com inúmeras pessoas e mais, termos acesso a uma gama de informações fornecidas por elas mesmas em um perfil editado. Muito diferente da forma de conhecer gente há algumas décadas atrás.
Num passado não tão remoto assim, para conhecer pessoas novas precisávamos sair de casa. Ir ao encontro dos amigos, a festas, clubes, shows, bares, casa de familiares. Assim, se alguém nos despertasse interesse era hora de começar as aproximações. Troca de olhares, sorrisos, um aceno com as mãos, ou num pedido para que um amigo nos apresentasse. Assim começava o flerte e a paquera e com isso a expectativa da troca de telefone, dos contatos iniciais e quem sabe um convite para sair à sós.
Com os chat’s online as pessoas já aumentaram as chances de conhecer pessoas, mas ainda sim, nestes chat’s existia alguma privacidade, pois muitas vezes eram usados apelidos o que garantia até certo ponto o anonimato. Um flerte poderia ser levado adiante ou não dependendo da conversa e encerrava-se o contato muitas vezes sem conhecer o rosto da pessoa.
Com a chegada das redes sociais, o privado se torna público e fazemos um “recorte” das nossas características e publicamos em um perfil. Além disso, essas redes sociais nos sugerem “amigos” além daqueles que adicionamos espontaneamente e que fazem parte do nosso cotidiano. Assim, com apenas um clique podemos iniciar uma conversa e até um flerte “online”. Flerte esse que será construído ao som das teclas do computador ou smartphone e pela seleção de “emoticons”.
No flerte “tradicional” ao vivo em cores, tínhamos acesso a leitura do comportamento verbal e não-verbal (gestos, postura corporal) do outro o que nos dava uma maior possibilidade de saber o quão estavam interessado ou não na nossa companhia. No flerte “online” podemos ir até onde nossa imaginação e desejo quiser, pois precisamos apenas teclar, curtir fotos, publicações, postar frases ou músicas que poderiam sugerir para a outra pessoa o nosso interesse.
Porém, essa nova forma de flertar acaba gerando dúvidas sobre o real interesse que se tem para além do flerte online. Não raras são as vezes em que escuto histórias no consultório ou fora dele de que pessoas que foram flertadas online e ficaram sem saber como agir, pois a demonstração de interesse não passava de tecladas ou curtidas nas redes sociais. Muitas vezes, pede-se o telefone, adiciona no “whatsapp” e este aplicativo acaba se tornando apenas mais uma possibilidade de interação online, apesar de se ter o telefone da pessoa e a possibilidade de fazer uma ligação.

                Então convido o leitor a seguinte reflexão: curtidas, tecladas e postagens nas redes sociais são suficientes para demonstrar seu interesse? Tenho comigo que essas novas possibilidades são suficientes para o início de interação, mas nem de longe vão substituir o face a face. Se você realmente “curtiu” alguém, lembre-se que o seu telefone e o da pessoa também faz e recebe ligações. Ligue, ouça a voz, faça um convite para sair. Transponha a “segura” tela do computador ou do smartphone e arrisque-se. Não esgote as conversas no modo “online”, experimente ao menos uma vez ficar off-line para a tela e online para a pessoa que te interessou e passe a desfrutar de coisas que somente um encontro pessoal pode proporcionar: você pode descobrir que o sorriso dela é lindo mesmo, e que ele tem um jeito de olhar que te encanta. Ou que a atração não foi lá essas coisas, mas que possuem tantos interesses em comum e que no mínimo pode surgir uma amizade. Ou que não foi nada disso, que o encontro foi um saco, a pessoa era chata e mesmo assim você terá uma história real para contar. 

Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720
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