24 de set de 2016

Psicólogo: quando procurá-lo?


Resultado de imagem para encaixe quebra cabeçaEste profissional tem a capacidade de acolher e ajudar o indivíduo a olhar amplamente o que esta acontecendo ao seu redor, ou seja, refletir, avaliar seu estado mental, afetivo e comportamental.         
 Socialmente lidamos com um tabu de que “Psicólogo é coisa de doido”, mas podemos ver que de “louco” todos temos um pouco, pois nem todas as pessoas seguem os padrões “normativos”. Também devemos avaliar e contextualizar o momento de vida que a pessoa se encontra, uma vez que isso influencia diretamente em seu estado emocional.
            Muitas vezes, o psicólogo é procurando quando ocorrem situações críticas, atuando como “bombeiros”, intevindo em casos de surtos psicóticos, tentativas de suicídio, na esperança de “apagarmo o incêndio.”
            Mas será que devemos esperar o “incêndio” para recorrermos ao profissional psicólogo, ou poderíamos buscar ajuda afim de evitar que o “incêndio” aconteça? Pois como dizem por aí, quando não conseguimos controlar a explosão, aí nos perguntamos para que servem as pernas: “Prá dá no pé”...
Mas ampliando as possibilidades, podemos olhar o psicólogo com um auxiliador que ampara questões conflitantes, momentos de adversidades da vida e transições no ciclo vital que sempre são fáceis de lidar. Este profissional está preparando para apontar coisas que muitas vezes não conseguimos perceber ou enxergar de uma outra perspectiva. Além disso, colabora com o cliente na construção de escolhas e caminhos mais saudáveis para sua vida.
Estes profissionais não somente apoiam os fracos, sensíveis e mulheres como pensam muitos de maneira equivocada. O psicólogo atua em diferentes contextos: clínico, escolar, saúde, organizações públicas e privadas, com avaliações psicólogicas, em situações de desastres naturais dentre outros, sembre colaborando com bem estar individual e social.  
Resultado de imagem para alma leve tumblrUma vez esclarecidas as possibilidades de atuação do psicólogo, caso exista necessidade, procure ajuda. Não espere o “incêndio” acontecer, pois a “alma” se constitui em estruturas onde a consciência humana se sistematiza, organiza e age, onde algumas vezes se enroscam e as soluções podem estar ao lado ou na frente, só basta olharmos, por isso existimos para acolher.



Marília Moraes Rezende
Psicóloga Clínica 
Psicopedagoga /Neuropedagoga
34- 3083-6720

19 de set de 2016

Curar-se como mulher

    Desde o começo da vida as mulheres se veem na obrigação de cumprir com o papel de sofredoras que a sociedade lhes impõe, impedindo-as de curar aquilo que as machucou. As mulheres enfrentam uma grande quantidade de injustiças e de dor gratuita pelo simples fato de serem mulheres.
   Chegam a absorver tamanha quantidade de emoções negativas que fazem sua a dor alheia, deixando que a mesma forme parte do seu dia a dia, da sua vida e do seu mais profundo eu.
   É por essa razão que é conveniente dar um toque ao coração para conseguir curar o que não se permitiu eliminar.

Primeiro passo: encontrar a ferida
“O que uma vez desfrutamos, nunca perdemos. Tudo que amamos profundamente se transforma em parte de nós mesmos.”
– Bernardo Stamateas–
Ela não se reconhece no espelho, sabe que algo dói, que o leva lá bem no fundo. No seu rosto há sofrimento, angústia e dor por uma ferida que sabe que existe, mas que não quer ver.
O normal é que a mulher que está ao nosso lado se levante a cada manhã e engula o mundo, talvez como uma forma de não pensar. Entretanto, muitas vezes uma tristeza sem explicação a desorienta e a paralisa, fazendo com que a vida lhe pese muito mais.
Neste caso, é preciso indagar-se e procurar essa dor na qual não se quer pensar. A mulher ferida deve fazer perguntas a si mesma para encontrar as respostas adequadas.
Segundo passo: assumir a gravidade da ferida
“Às vezes, o que a pessoa precisa não é uma mente brilhante que lhe fale, e sim um coração paciente que a escute.”
Nossas feridas, além de doer, nos limitam. Quanto mais o fizerem, mais graves são. Não importa por quanto tempo você tenha carregado as suas feridas, você precisa falar delas, esvaziar-se e eliminar do seu interior tudo o que vem calando.
É preciso ter alguém que a escute, uma amiga, um familiar, um companheiro ou um profissional que faça as vezes de “enfermeiro da alma”, que lhe ofereça um calmante, uma libertação, um bálsamo que acalme a ansiedade que a sua dor lhe traz.

Terceiro passo: desinfetar a ferida
Este é o passo mais doloroso. Drenar a sua dor e desinfetar a sua alma vai arder. Consiste em tirar o que você leva dentro de si, por mais doído e feio que possa parecer.
As feridas da alma estão cheias de dor, raiva, despeito, invalidez, solidão, traição, falta de apoio, incompreensão, tristeza, desejos, enganos e culpas que a tornam cada vez mais doloridas.
Por isso, uma vez que você tiver identificado as suas emoções e sentimentos, é preciso deixar de perpetuar a existência deles no seu interior. Você pode chorar toneladas se for preciso. Chorar sempre expulsa parte da sua dor. Guarde silêncio, faça loucuras, rasgue papéis, soque almofadas… Mas faça-o sempre condenando os seus sofrimentos à morte, sem rendição.
Mesmo que no início seja difícil fazer algo diferente, todo hábito é uma costume. Se você continuar fazendo o mesmo que até agora, só poderá esperar que a sua dor crie raízes.
Quarto passo: fechar a ferida
Algumas mulheres esperam que algo mude e, como nada muda, mudam elas.

– André Lorde–
Feche a sua ferida, não permita que nada mais se deposite no seu interior. Feche-a, mas não se limite a costurá-la, remende-a. Porque quando você recompõe retalhos, significa que algo se rasgou, e isso é precisamente o que queremos destacar.
Use uma boa agulha e lance mão do fio da renovação. Você vai querer recompor os seus pedaços para voltar a ver no espelho essa mulher alegre, vívida e inovadora. Uma mulher sem máscaras, sem um traço de dor interna.
Quinto passo: entrar para o Clube da Cicatriz
Não sabemos o quanto dói uma ferida até que ela deixa de doer.
É importante lembrar para sempre que houve algo que se rompeu no seu interior e que por sua vez, supôs um antes e um depois na sua vida.
São muitas as mulheres que levam como estandarte uma cicatriz.
Por isso, não tenha vergonha e una-se a irmandade da mulher curada. Volte ao seu interior a cada dia e cultive a possibilidade de fazer novas coisas que a preencham de energia e rejuvenesçam a sua pele emocional.
Créditos: Daniela Corcuera
Teresa Cristina Martins Silva
Psicóloga clínica
34- 3083-6720
teresacristina@clinicaacolher.com

6 de set de 2016

Setembro amarelo: precisamos falar sobre suicídio

     
Resultado de imagem para setembro amareloFalar sobre suicídio ainda nos dias atuais não configura uma tarefa fácil. O tema carrega tabus e construções sociais no imaginário coletivo. Alguns dizem que "quem quer realmente se matar, não avisa", porém essa crença é um equívoco. A subjetividade humana é complexa e inúmeros fatores podem levar alguém a pensar em colocar um ponto final à própria existência. Assim, um comportamento de julgar aquele que sofre, em nada colabora, e em algumas circunstâncias pode até potencializar a ideação suicida.  
    Muitos são aqueles que não tem a oportunidade ou não sabem como dividir suas angustias, dores e desespero. Dessa forma, precisamos cada vez mais nos abrirmos para dar acesso e espaço para que as pessoas possam compartilhar seus problemas e conflitos afim de prevenir o suicídio. 
      Pensando nisso, setembro foi eleito como o mês da campanha de prevenção ao suicídio. O setembro Amarelo. Na página da campanha (http://www.setembroamarelo.org.br/#sec-home) existem informações completas sobre este tema, bem como recursos que qualquer pessoa em sofrimento ou que conheça alguém que esteja pode buscar ajuda. 
       O Conselho Federal de Psicologia também lançou um livro sobre o tema (http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/12/Suicidio-FINAL-revisao61.pdf) por se configurar um desafio para profissionais da área da saúde mental.
         Temos tanto no atendimento público, através das Unidades de Saúde da família, Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), quanto no atendimento privado - clínicas e consultórios de psicologia e psiquiatria profissionais que podem dar suporte e orientação para pessoas em sofrimento psíquico que podem vir a ter ou já tem ideação suicida. Procure ajuda! 

Teresa Cristina Martins Silva
Psicóloga 
3083-6720

12 de jul de 2016

"Não se faça em pedaços para manter os outros completos"

Frequentemente nos quebramos em pedaços para manter outras pessoas completas, para não abrir feridas ou não deixar que doam nelas aquelas feridas que já têm. Fazemos isso sem nos darmos conta ou, ao menos, sem darmos importância a isso.
Quando nos acostumamos a dar sem receber acabamos sentindo que dedicar-nos a nós mesmos é algo egoísta, mas nada mais longe da verdade. A troca é essencial em toda relação e toda pessoa precisa dela sendo um ser emocional.
Amar a nós mesmos é algo que devemos cultivar todos os dias para nos manter completos. Porque quando estamos despedaçados uma consequência direta é o sofrimento, e esta não deixa darmos o melhor de nós mesmos.
Quando ficamos em pedaços?
– Ficamos em pedaços quando deixamos de cuidar de nós.
– Ficamos em pedaços quando evitamos fazer aquilo que gostamos.
– Nos despedaçamos quando deixamos de cultivar nossa felicidade ou quando postergamos nossos interesses.
– Nos partimos em pedaços quando não nos escutamos nem nos prestamos ajuda.
– Nos partimos em pedaços quando priorizamos as necessidades dos outros e não prestamos atenção às nossas.
-Quando queremos ser perfeitos e deixamos de ser nós mesmos.
-Quando tentamos agradar e maquiar nossa realidade ou nossa opinião.

-Quando nos esquecemos do que precisamos e nos obrigamos a passar na frente de nossas necessidades os desejos dos outros.
-Quando transformamos o sacrifício em obrigação.
-Quando achamos que somos pessoas ruins porque nos afastamos de um ambiente que nos faz mal para respirar aliviados.
-Quando cedemos a chantagens emocionais e favores que impedem nosso próprio crescimento.
-Quando sacrificamos nosso bem-estar e nos deixamos levar pela inércia de quem nos acompanha mas nos atrasa, deixando de lado o que nos agrada para fazer com que os outros se sintam bem.
É complicado sim, por isso devemos optar pelo equilíbrio entre as paixões, o cuidado e a dedicação a si mesmo e ao outro. Se assim fizermos, viveremos deliciosamente contemplando nossa essência plena, sem exceções ou poréns.

Às vezes devemos esquecer o que sentimos para lembrar o que merecemos

Quando não temos reciprocidade estamos sendo agressivos com o princípio do equilíbrio, que devemos manter sempre para termos sucesso em nos mantermos completos e não nos despedaçarmos.
Devemos lembrar que as relações afetivas não são uma mera interação, mas exigem uma troca equilibrada e satisfatória que faça sentido quando colocada na nossa balança social e afetiva.
Ou seja, não podemos fazer de nossas relações apenas oportunidades de “dar”, mas também devemos procurar que haja um equilíbrio com o “receber”. Isso não é egoísta nem mesquinho, mas sim enriquecedor.
Quem dá tudo em primeiro pessoa, quem se oferece inteiramente aos outros, não recebe nada em troca e não trabalha em si mesmo, termina sentindo-se vazio e machucado. Não podemos deixar de lado nossa autoestima para procurar a felicidade alheia, pois acabamos sendo vítimas da nossa própria atitude.
Só jogando com o interesse pessoal e o alheio podemos cultivar nosso próprio desenvolvimento sem deixar de lado o outro. Ou seja, mantendo a balança equilibrada, numa linha reta e perfeita.
Dar e receber são partes de um todo. Quando alcançado, esse todo nos faz sentir
capazes de amar e merecedores de amor e reconhecimento. Baseando-se nisso devemos ser capazes de:
  • Manter nossos direitos: pode ser que em algum momento haja algo que não nos fará bem ou que simplesmente não nos agradará fazer. Nesse momento devemos fazer valer nosso direito de manter nosso próprio espaço.
  • Cultivar nossos interesses e passatempos: esta é a base para a satisfação, para a felicidade e para o crescimento pessoal. É importante que não deixemos de nos cuidar e de dar alimento aos nossos desejos.
Lembre-se de que as grandes mudanças sempre vêm acompanhadas de algumas dificuldades. Ainda que a mudança doa e seja incômoda, a melhora gradual lhe mostrará que longe de ser um fim, é a oportunidade do início de um grande momento emocional.
Créditos: Raquel Brito



Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720
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