8 de jul de 2012

“Como sou/estou dirigindo?”: As repercussões do SER humano no Trânsito


É o transito perigoso, ou as pessoas que lá estão? Porque se ocorre tanto acidente de trânsito ao ponto de ser considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a segunda maior causa de morte por fatores externos?  Como a psicologia pode contribuir para amenizar tanto sofrimento?
         A intenção é apenas de exercer o livre direito de ir e vir, porém essa caminhada pode ser perigosa, principalmente quando ocorrem acidentes fatais, deixando famílias inteiras inconsoláveis e com uma indignação extrema dessa morte. Os acidentes de transito, principalmente entre os jovens representam um problema de saúde pública.
   Homens culpam mulheres, veículos pequenos culpam os veículos grandes, ou vice versa, falta de infraestrutura de via urbana também ganha culpa, é uma constante busca de explicação, uma racionalização que o homem busca ter para aceitar o fato da violência vivida no dia-a-dia. 
          A contemporaneidade fez do homem um ser individualista que com pouco espaço para se expressar, mostra por meio da direção como é sua personalidade, fala e tem atitudes que não teria se não estivesse “protegido” por seu automóvel, ou seja, com sua armadura sente-se invulnerável, poderoso e onipotente, desrespeitam o outro com facilidade colocando em risco a própria vida.
    A psicologia entrou no trânsito de forma a avaliar as capacidades cognitivas desse possível motorista, fica aos profissionais a responsabilidade da avaliação das funções de processamento de informações (atenção, percepção, decisão e ação) e assim o motorista sai apto ou não a conduzir seu veículo. Entretanto no transito não existe somente um “cérebro” capaz desse processamento de informações, existe uma pessoa que sente, chora, sofre, sente dor, sente raiva, felicidade e expressa todas as emoções em um lugar que lhe é permito expressar, geralmente sozinho e conduzindo um veículo. Quantas vezes vocês já se pegaram chorando ao volante? Ou acelerando o carro em um momento de conflito? Ate mesmo buzinando freneticamente quando esta muito feliz? Enfim o veículo pode ser um escape para essa personalidade aprisionada pela sociedade atual.
               Além de atuar na avaliação também da personalidade, a psicologia pode contribuir para reparar danos (irreparáveis) na posição de uma escuta do sofrimento das pessoas que sofreram acidentes graves e principalmente que perderam entes queridos no trânsito.
              Enfim no trânsito há pessoas, assim como todos nós, cautela, moderação e respeito são solicitados todos os dias aos motoristas, mas aqui quero chamar atenção para você no transito e você na vida, o quanto isso diverge ou converge, e qual o espaço que você esta utilizando para ser você mesmo, ou seja, para ser humano com todas as emoções a essa palavra remetidas, inclusive a agressividade. 



Psicoterapeuta - CRP 04/32033
Clínica Acolher: 3083-6720


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