30 de set de 2012

A atuação do psicólogo no contexto hospitalar.



A psicologia é uma profissão extremamente abrangente, composta por diversas áreas de atuação. Oferece ao psicólogo a oportunidade de conhecer e atuar em diferentes contextos, utilizando técnicas variadas para públicos diversos. Pode ser exercida, por exemplo, nas empresas, clínicas, escolas e hospitais, sempre com o objetivo de auxiliar o ser humano a compreender e trabalhar com suas potencialidades e limitações.
A psicologia hospitalar é aquela desenvolvida nas mais diversas instituições de saúde, nas quais a doença é o grande foco. O autor Alfredo Simonetti, em seu livro “Manual de Psicologia Hospitalar”, afirma que ela é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento. Isso significa dizer que a psicologia hospitalar estuda os pensamentos, sentimentos, comportamentos, fantasias, enfim, tudo aquilo que acontece com o indivíduo diante do adoecimento.
O psicólogo especializado nesta área, visando o bem estar físico e emocional do paciente, procura atender não somente as demandas deste, mas também das famílias e dos membros da equipe multidisciplinar. Ele busca escutar e compreender cada um desses sujeitos, o que eles pensam e sentem em relação à doença, ao ambiente hospitalar, à equipe e a eles próprios. Com isso, o psicólogo pode ajudá-los a atravessar o processo do adoecimento da melhor maneira possível.
A internação em uma instituição de saúde geralmente faz com que o paciente se torne mais vulnerável e passivo diante das pessoas e das situações vivenciadas. Então, permitir que ele fale e expresse seus medos, angústias e alegrias é essencial, uma vez que ele enfrenta um momento em que muitos outros falam e tomam decisões por ele. Simonetti salienta que a psicologia está interessada em dar voz à subjetividade do paciente, restituindo-lhe o lugar de sujeito que a medicina lhe afasta.
O psicólogo hospitalar encarrega-se, portanto, de proporcionar ao paciente e sua família momentos de conforto, apesar de tanta dor... algumas risadas, apesar do imenso sofrimento... e um pouco de liberdade, apesar das limitações. Através de sua palavra e principalmente de sua escuta, o psicólogo procura trazer, simplesmente, um pouco de vida e dignidade a todos aqueles que sofrem com a crueldade implacável da doença.

Psicóloga e psicoterapeuta
CRP 37157/04
(34) 3083-6720

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