7 de out de 2012

Mas eu me mordo de ciúme?


O que é o ciúme?
Para muitas pessoas o ciúme é uma manifestação de amor, para outras é um sentimento que produz angústia e pode atingir formas doentias e abalar a saúde física e mental.



  • O ciúme é o medo que sentimos de algum dia sermos dispensáveis à pessoa com a qual nos relacionamos;
  •  É o sentimento de apreensão que cultivamos, relacionado à possibilidade de sermos abandonados, rejeitados, menosprezados, ou ainda, de sermos traídos.
  •  É o medo de não mais sermos importantes; de não sermos mais amados; de não possuirmos ou sermos donos de alguém; enfim, é o medo da solidão associado com o abandono dos parceiros.

 O ciúme é, portanto, uma emoção experimentada por um indivíduo que percebe que o amor, a afeição e a atenção do parceiro estão sendo encaminhados a uma terceira parte, quando julga que estas oportunidades deveriam estar sendo-lhes oferecidas.

Todos nós cultivamos certo grau de ciúme. Afinal, quem ama cuida. Mas, é preciso avaliar se não estamos exagerando, se o ciúme não se tornou uma doença.

Mas quando saber se o ciúme é exagerado? Quando é doença?


O ciúme doentio ou patológico é o medo exagerado de perder o parceiro para um rival, é a desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no funcionamento pessoal, interpessoal um desgaste enorme no relacionamento. É um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro. Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores e ciúme do passado dos parceiros. Esses sentimentos envolvem um medo desproporcional de perder o parceiro para um rival (real atual, ex-parceiros, ou mesmo, rivais imaginários).

Ciumentos, entre outras atitudes, têm comportamentos obsessivos como a confirmação de onde o parceiro ou a parceira está, e se está mesmo com quem disse que estaria; abrem correspondências e ouvem telefonemas; mexem no celular pra encontrar possíveis provas como ligações ou troca de mensagens, examinam bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas. Seguem o companheiro ou a companheira. Até contratam detetives particulares para vasculhar o dia-a-dia dele ou dela. Contudo, toda essa tentativa de aliviar sentimentos, por mais que seja vista como ridícula pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.

O ciumento muitas vezes se incomoda até com os pensamentos e sonhos da outra pessoa.

O ciúme pode também ser fruto de uma profecia autorealizada, isto é, o parceiro tem que ser vigiado o tempo todo porque senão trairá. O que poderá ocorrer é que de tanto essa profecia estar presente a pessoa acaba traindo mesmo. A pessoa que se sente vigiada o tempo todo acaba ressentido e abrindo caminhos para uma relação paralela, em que a compreensão e o respeito estejam presentes. O que tanto se temia acaba acontecendo.

Se você se considera ciumento, procure identificar a causa do ciúme e usar esse sentimento como sinal de alerta. Ao perceber que está sendo tomado por ele, é importante se dar conta disso, olhar para dentro de si e buscar os recursos necessários, que pode ser uma psicoterapia, para a proteção do seu equilíbrio emocional, bem como assegurar o bem estar da relação.

Psicóloga – CRP 04/36616
Terapeuta cognitivo-comportamental
(34) 3083-6720
     (34) 8403 7734

Um comentário:

Flávia Branco disse...

Adorei a matéria, muito esclarecedora.Foi a terapia que me ajudou a descobrir que eu não era uma pessoa ciumenta, porque o ciúme doentio é aquele "excessivo e infundado", o que não era meu caso. "Não devemos deixar que os outros nos conceitue."

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