5 de fev de 2013

Dependência Afetiva: livre-se dela!!



Em minha experiência como psicóloga clínica, tenho me deparado constantemente com uma questão que incomoda e traz sofrimento a muitos homens e mulheres: a dependência afetiva.



Mas o que é isso?



            Segundo Sirley Bittú, a dependência afetiva, também chamada de dependência emocional, pode ser considerada um estado de imaturidade que faz parte do processo natural de desenvolvimento humano. Isso significa dizer que ao nascer, todo indivíduo é dependente fisicamente e afetivamente daqueles que o cercam, o que é completamente natural.

No entanto, através de suas vivências e das relações que estabelece diariamente, espera-se que esse indivíduo abandone sua condição de dependente e evolua gradativamente para uma saudável e necessária independência.



Como perceber a dependência?



            O indivíduo é dependente afetivo quando sua autonomia está prejudicada; quando precisa de algo ou alguém para sentir-se seguro e tranqüilo. Sente dificuldade em tomar decisões em sua vida, desde aquelas mais simples, como decidir que roupa vai usar ou aquelas mais complexas, como as que envolvem profissão, casamento, filhos, dinheiro, etc.

Mas preste a atenção: pedir a opinião de alguém sobre algo não o torna um dependente afetivo. A diferença está quando você depende realmente dessa opinião e não consegue seguir o seu desejo se ele não for aprovado por alguém.

            A dependência pode ser relacionada a uma pessoa específica, um objeto, uma atitude de carinho, uma palavra amiga, etc. Tais pessoas, gestos e objetos têm uma única função para o dependente afetivo: dar a sensação de segurança que ele precisa para enfrentar os problemas, tensões e dificuldades diárias.



O que fazer?



Se você é pai ou cuidador de uma criança, procure sempre educá-la, respeitando seus limites e suas características mais particulares. Incentive e estimule sua criatividade e suas potencialidades, essenciais para o seu desenvolvimento psíquico. Saber dizer “NÃO” em alguns momentos também é essencial para a independência dessa criança, pois através desse “NÃO”, ela será capaz de fazer novas escolhas. Se você é um adulto dependente afetivo, é importante procurar descobrir atividades que goste e que consiga fazer sozinho. No entanto, essa procura deve ser gradativa, respeitando seu próprio tempo.

Por isso, com certeza, em quaisquer casos, a ajuda de um profissional especializado na área poderá minimizar o sofrimento e ajudar a encontrar soluções mais eficazes e duradouras. É muito importante ter em mente que a busca pela autonomia e independência não significa um ato de egoísmo, mas sim uma valorização de si mesmo e de suas habilidades. Deve ser percebida, então, como uma luta e um esforço diário pela conquista da própria felicidade.



Psicóloga e psicoterapeuta
CRP 37157/04
(34) 3083-6720

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