31 de mar de 2013

Conjugalidade: os prazeres e desafios da vida à dois

Por Teresa Cristina Martins

"Os opostos se distraem,
e os  dispostos, se atrem."
O Teatro Mágico


    A conjugalidade pode ser entendida como a relação que o casal estabelece entre si a partir do momento em que mutuamente se escolhem como companheiros para a vida.
  No vínculo que ocorre, o casal deve estar disponível para se comprometerem a uma vida comum, investir em objetivos e interesses mútuos, bem como exercer a sexualidade conjugal.
   Para que a conjugalidade seja desenvolvida, o casal precisa ter clareza dos valores e desafios que os unem. Além disso, é fundamental que o foco seja positivo e de cooperação entre o casal, pois relações competitivas e com ênfase nos problemas na maior parte do tempo não levam o casal a construir uma relação saudável e íntima, mas desgastante e destrutiva.
   Não raras são às vezes em que ouvimos o velho clichê “Que os opostos se atraem”, porém são as afinidades que ajudam na construção da conjugalidade. É importante que as pessoas envolvidas na relação tenham uma compatibilidade razoável nos aspectos emocional, social, sexual, econômica e familiar, pois quando há muita discrepância nesses aspectos, a construção da conjugalidade é dificultada.
    Outro ponto importante na relação conjugal está em compreender os limites da vida a dois para que os parceiros possam viver como casal, mas sem perder a identidade individual. Isso implica em compreender os limites eu-você-nós e meu-seu-nosso.
   A conjugalidade é sempre construída na relação, não há uma fórmula, pois os esforços e renovação da vida a dois é contínua. Assim, é fundamental que o casal esteja consciente deste processo e que os dois estejam sempre disponíveis para comemorar as alegrias e superar os desafios, bem como reforçar o que os unem no dia-a-dia.
   Quando falamos em conjugalidade devemos nos lembrar do amor, porém mais importante do que dizer que ama, é importante exercer o verbo AMAR. Amar, como verbo implica em ação. É praticar uma relação de respeito mútuo, de apoio, de cuidado, de crescimento, de admiração recíproca. Só assim existe espaço para que a conjugalidade aconteça em uma relação.


Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720

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