4 de mar de 2013

“Quando um não quer, dois não brigam” ...nem sempre! Quando o fim de relacionamentos não são aceitos.

      Por Teresa Cristina Martins Silva               

Somos seres relacionais, ou seja, ao nascer já criamos os nossos primeiros relacionamentos no seio familiar. Na medida em que crescemos, ampliamos essas relações com os colegas da escola, do bairro, em grupos religiosos, clube, dentre outros. Assim, ao longo da vida, desenvolvemos vínculos que podem se tornar mais íntimos transformando-se em amizade, namoro, casamento...Mas e quando acontece o rompimento desdes vínculos?

Quando o fim do relacionamento não é aceito por uma das partes, o sofrimento que acompanha o processo de término pode ser tão intenso que a pessoa passa a ter comportamentos irracionais que podem prejudicar o seu funcionamento social, no trabalho, nos outros relacionamentos.

Lidar com a perda de qualquer coisa não é fácil, especialmente com a perda de algo que nos era ou é precioso. Nessas horas podem surgir sentimentos de tristeza, rejeição, raiva, frustração, revolta, negação e não aceitação da situação.

Dando destaque ao sentimento de rejeição, a pessoa que acredita ter sido rejeitada, sente-se não querida, não amada, não aceita, humihada. A rejeição experimentada de maneira crônica ou supervalorizada, pode gerar ansiedade, depressão, ciúme patológico, dentre outros sentimentos desagradáveis.

Outro processo é a “ruminação” de pensamentos no qual a pessoa que não aceita o fim fica o tempo todo com o pensamentos obsessivos de tentar achar justificativas: o que ele ou o outro fez de “errado” durante o relacionamento, ou que deixaram de fazer. Além disso, tendem a fantasiar que se o outro desse a oportunidade de reatar a relação, que fariam tudo diferente, fazem promessas que às vezes vão muito além das possibilidades reais.

Em níveis mais graves, quem não aceita o fim do relacionamento pode vir a ter comportamentos de “perseguir” quem o deixou, seja em sua residência, via contato telefônico, mensagens de texto, redes sociais, amigos em comum seja na ânsia de encontrar informações ou de insistentemente convercer o outro a reatar, o que gera desconforto e transtornos para todos.

Não reconhecer o direito do outro de terminar uma relação pode dizer muito sobre a auto-estima de alguém. Pessoas que não aceitam rompimento, podem ter baixa auto-estima, insegurança, sentimento de menos valia, desamparo, dentre outros.

 O processo de psicoterapia pode ajudar muito nesses casos para que a pessoa possa superar a dor da perda e seguir em frente. Aprender a lidar de forma mais adpatativa e saudável com as adversidades da vida são cruciais para o bem estar humano. Se você se idenficou com o que foi dito aqui procure ajuda. Em outro artigo, abordei algumas coisas que as pessoas podem fazer quando um relacionamento termina, para ler clique aqui.

 
Nós somos os únicos responsáveis pela busca do nosso bem estar e equilíbrio, portanto buscar ajuda, seja profissional, familares, amigos, religiosa é fundamental para superar os momentos de adversidade.

 
Psicoterapeuta e Psicóloga Clínica
CRP 23049/04
(34) 3083-6720

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...