8 de jul de 2013

Alimentação e Cura



Alimentação viva é aquela que considera a vitalidade dos vegetais como a fonte essencial de alimento e não a matéria mesma, ou seja, as proteínas, carboidratos etc. Considera que o ser humano se alimenta de vida e que pode buscar a fonte dessa energia de várias maneiras: na vitalidade do ar, da água, da terra, do sol, da alegria e tudo mais que nos mantém vivos. Porém, o mais interessante é que não precisamos de explicação para sentir a vitalidade. A experiência de comer alimentos crus, frescos, de preferência recém-colhidos, bem cultivados, nos confere um estado de bem estar se comparados aos alimentos industrializados ou cozidos. E ainda mais, quando acrescidos daqueles potencializados de energia: as sementes em processo de germinação.


Atualmente, com a vida agitada em que levamos, muitas vezes deixamos de nos preocupar com a alimentação.  Pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras, consumir alimentos industrializados em excesso e outras atitudes deste tipo diminuem a disponibilidade de nutrientes, que são necessários ao bom funcionamento do organismo, o que resulta no processo de doença. Assim, quando então surge algum tipo de doença nos vemos obrigados a nos alimentar de uma forma mais saudável.     

O corpo necessita dos macronutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras e fibras) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais) que estão presentes nos alimentos. A ciência da nutrição estuda sobre estes nutrientes e avalia a suas funções no organismo. No entanto, essas pesquisas estão voltadas para atender as exigências do mundo moderno e garantir a permanência do sistema capitalista.

Ao refletirmos sobre o funcionamento do corpo e sobre a manutenção da vida nos organismos vivos, podemos concluir que o homem pouco conhece sobre os processos vitais do corpo e que muitos dos procedimentos utilizados na produção dos alimentos são contrários à manifestação da vida.
No que diz respeito à nutrição do corpo, as investigações da ciência da nutrição não valoriza os aspectos relacionados à energia vital dos alimentos.

A  maioria dos alimentos oferecidos no mercado são produzidos com utilização dos agrotóxicos e hormônios, são refinados e ainda durante os processos de industrialização são acrescidos de substâncias tóxicas, como corantes, acidulantes, flavorizantes, conservantes, etc. Nestes diversos tipos de processamento e mesmo no cozimento os alimentos ficam cada vez mais desvitalizados. O organismo humano ao digerir e utilizar esses alimentos esgota suas próprias reservas vitais de energia. Diante disto, não é para se admirar o surgimento de tantas doenças alérgicas e degenerativas. A alergia é um sintoma de defesa do corpo, o qual não reconhece os alimentos ingeridos, que são incompatíveis com sua natureza estrutural e energética.

A degeneração do organismo se desenvolve no decorrer da cronicidade desses processos alergênicos provenientes da batalha que o corpo estabelece, em busca do equilíbrio para a continuidade da vida.

Uma das doenças mais comuns atualmente é a depressão, um transtorno mental que segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. 

O nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".  

Uma alimentação viva pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença,  como a psicoterapia e a intervenção medicamentosa. Para a produção cerebral da serotonina é necessário o consumo de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas), segundo o nutricionista Roberto Navarro.       

A melhor alimentação para o corpo deve ser composto em sua maioria por alimentos: geradores de vida, que são as sementes germinadas (brotos) e os mantenedores de vida, que são as verduras cruas, frutas frescas, sementes e castanhas.

Ao alimentarmo-nos de alimentos vivos, estamos nos alimentando da energia presente no meio natural que, ao interagir nos organismos vivos promove, gera e mantém a vida.

Banana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. Consumir essas frutas podem ajudar a diminuem a ansiedade e também ter um sono tranquilo.

Carnes magras e peixes: podem ajudar no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar.

Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse.

Folhas verdes como as hortaliças são ricas em folato (espinafre, brócolis, alface), algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor.

Laranja e maçã ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.

Mel. Esse alimento também estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar.

Contudo, o consumo de determinados alimentos podem ajudar melhorar o humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate às doenças. 

Portanto, para a mudança de hábito alimentar, tendo como alvo uma alimentação saudável e a prevenção de doenças devemos conhecer o que comemos, substituir os alimentos destruidores da vida por alimentos mantenedores da vida, combinar os alimentos, mastigar adequadamente, praticar exercícios físicos e meditação. 

Psicóloga e Terapeuta Floral.

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