19 de ago de 2013

Autismo: causas, sintomas e tratamento



O que é Autismo?
 O autismo é uma alteração no desenvolvimento normal do cérebro que compromete as habilidades sociais e de comunicação. É configurado como um Transtorno Global do Desenvolvimento que afeta o comportamento, a compreensão, a fala e o convívio social. 

Causas
 O autismo é uma doença física vinculada à biologia e à química anormais no cérebro. As causas exatas dessas anomalias continuam desconhecidas mas, essa é uma área de pesquisa muito ativa. Provavelmente há uma combinação de fatores que leva ao autismo e a tendência atual é admitir entre eles, a existência de causas genéticas e biológicas.

 Sintomas de Autismo
  A maioria dos pais de crianças autistas suspeita que algo está errado já nos primeiros anos de vida da criança, e mesmo sendo mais comum os sinais ficarem evidentes antes dela completar três anos, ainda assim, dificilmente os sintomas são identificados precocemente.
  

  O autismo afeta 3 a 4 vezes mais meninos do que meninas e é marcado por algumas características fundamentais:

  • Inabilidade para interagir socialmente;
  • Falta de contato visual; Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se;
  • Fixação por objetos;
  • Aparente resistência a dor;
  • Padrão de comportamento restritivo e repetitivo;
  • Acessos de raiva;
  • Desinteresse por jogos interativos preferindo o isolamento; 
  • Hiperatividade ou extrema passividade;
  • Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis.


  O termo "autismo" inclui um espectro amplo de crianças com grau de comprometimento e intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

 Assim, outros transtornos de desenvolvimento pervasivo também podem incluir: 

  • Síndrome de Asperger (como o autismo, mas com desenvolvimento normal da linguagem);
  • Síndrome de Rett (muito diferente do autismo e só ocorre no sexo feminino);
  • Transtorno desintegrativo da infância (doença rara em que uma criança adquire as habilidades e depois esquece tudo antes dos 10 anos de idade);
  • Transtorno de Desenvolvimento Pervasivo - não especificado (TPD-NE), também chamado de autismo atípico.  


  Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.  

Tratamento
  Como o autismo inclui um amplo espectro de sintomas, uma avaliação única e rápida não pode indicar as reais habilidades da criança. O ideal é que uma equipe de diferentes especialistas avalie a criança com suspeita do transtorno, verificando assim o desenvolvimento de importantes áreas, como:   

  • Comunicação;
  • Linguagem;
  • Habilidades motoras;
  • Fala;
  • Êxito escolar;
  • Habilidades de pensamento.

  O autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
 Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado pois cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de
medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas. De qualquer modo, um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com autismo. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas e com recursos visuais, que geralmente se mostram muito úteis.
  O tratamento do autismo tem mais êxito quando é direcionado às necessidades específicas da criança que deve ser atendida e acompanhada por uma equipe experiente. 

Expectativas   
  O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Hoje, com o acompanhamento e cuidados corretos, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo sendo um transtorno incurável. A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento que a pessoa recebe.

Recomendações     

  • Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
  • É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;


  • Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
  • Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
  • Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade. 



 O estresse de lidar com o autismo pode levar a complicações sociais e emocionais para a família e para os cuidadores, bem como para a própria pessoa autista, contar com apoio e acompanhamento psicológico é de fundamental importância pois auxilía no entendimento da doença e no aconselhamento familiar.


                                        Célia Gonçalves dos Santos 
Psicóloga Clínica e Especializanda em Neuropsicologia.
CRP: 04/IS00497
Tel: 34 3083-6720

 


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...