23 de fev de 2016

Mulheres e a sociedade

“Não sei quem inventou sapatos de salto alto, mas todas as mulheres devem-lhe muito."


Mulher, ser frágil, ser procriador, rainha do lar... bem, onde quero chegar com esse parágrafo? Podes dizer que prefiro iniciar um discurso de transgeracionalidade, ou melhor, transmissão psíquica das gerações, algo que é herdado do passado e ainda permanece nos dias de hoje, observando-se características culturais que mantém vivacidade  nos dias de hoje. E diante dessa explicação, o ponto principal em que quero chegar é a mulher e seus papéis desempenhados desde os primórdios , nos dias de hoje e as mudanças de papéis.
Ao longo dos anos e desde o movimento feminista na década de 60, a mulher deixou de ser predestinada para construir um casamento e ter filhos para conquistar a sua emancipação, se destacando mais no mercado de trabalho, inserção na política, o uso e aa explosão da pílula anticoncepcional, a luta  por direitos e salários iguais ao dos homens. Estas primeiras manifestações, chegaram com desafio as ordens machistas e conservadoras, pois antigamente a ela, cabia apenas procriar, educar, cuidar do lar e do cônjuge.
Hoje, diante a sede da própria independência e a estagnação de relações sólidas, dissolução de casamentos, a mulher busca mais do que apenas ser mãe, ela começa reivindicar  não mais apenas em a um só papel, pois querem simultaneamente serem mães, trabalhadoras, cidadãs e protagonistas da sua liberdade e prazer. Manter esse malabarismo ( casa, trabalho, família, estudos, viagens, pós-graduações) não é tão simples.
Existem alguns dos fatores sociais e emocionais pelos quais a mulher de hoje pensa duas ou mais vezes, antes de abandonar a pílula e desempenhar papel de mãe:
Ø  Medo do parto
Ø  Questão financeira
Ø  Dissolução de casamentos
Ø   Medo de voltar ao trabalho
Ø   Ser despedida
Ø  Desemprego
Ø  Fazer falta em casa
Ø  Dedicação exclusiva na carreira

Sob o choque da modernidade e a desconstrução de crenças e padrões rígidos acerca do que é ser mulher, e do que isso representa socialmente, a mesma deixou de ler livros de romance e aderir a leitura de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal, hoje essa mulher pensa que a solidão também pode ser uma companhia valiosa, pensa também na competição mercado, na luta pelos concursos e processos seletivos da vida, na corrida contra o relógio, hoje essa mulher aprendeu que pode começar, recomeçar e explorar novos cenários afetivos em sua vida, essa mesma mulher também sabe que hoje ela transa não por mera obrigação ou para fins de reprodução, mas que ela também tem o direito de sentir prazer, de usufruir do seu bem-estar e para finalizar esse texto/crônica com discurso transgeracional e político, essa grandiosa mulher também sabe que ela é mais que um corpo esculpido e moldado por um único padrão de ser magra, ela é multifacetada, transborda sua sensualidade nos olhos, no ketchup sujo na roupa, nas unhas mal feitas, no cabelo bagunçado, no sorriso, na leveza de ser, de ir e vir onde e da onde ela quiser. Ela é um ser único e libertária.
 Parabéns para nós !!!


DIA 8 DE MARÇO- DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Arythana de Freitas Soares
Psicóloga clínica – CRP 04/43456

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