13 de out de 2016

Quando recorrer à um Psicólogo infantil?

   

     Quando olhando para as crianças quase sempre vemos a doçura, carência, fragilidade e a dependência. Muitas vezes, acreditamos que quase todos os comportamentos referem-se a fase do desenvolvimento ou porque são comparadas a pessoas à sua volta -  "Ela é assim porque os pais são isto"...ou  "ela herdou de mim ou do outro..."; " Reparei tanto em “fulano” que ela faz do mesmo jeito"... "Ela faz isso ou aquilo por causa da fase é a idade, é assim mesmo." Etc.
    Vamos com calma, pois nem tudo é o pensamos ou subentendemos. As crianças não vem com manual de instrução nem o botãozinho de On e Off.
     Muitas vezes notamos que há algo errado, perguntamos a ela o que esta acontecendo, sendo que elas não sabem e não entendem, só sentem desconforto com a situação e respondem apenas com um olhar triste, choro ou uma palavra, abaixa a cabeça e normalmente saem de perto.
   Os pais normalmente sentem incapazes de entender e se apavoram em não conseguirem ajudar. Mas não é bem assim, comunicar com os pequenos não é da mesma forma que com os adultos, pode estar acontecendo algo que os pais não estão cientes, como por exemplo, agressão na escola, o educador pode estar ignorando-o e/ou reprimindo, algum adulto molestando, agredindo fisicamente, verbalmente ou emocionalmente. 
    Podemos relatar vários fatores que podem gerar comportamentos incomuns, mas todos tem um desencadeamento, ou seja, ambiente ou pessoas podem despertar nas crianças sentimentos exacerbados. Pais ou responsáveis vamos prestar atenção nesses comportamentos e sintomas:

  •   Recusa-se a ir à escola, casa de parentes ou locais que gosta muito.
  •   Choro inexplicável e medo excessivo.
  •   Dificuldade escolar (verificar todas as possibilidades de dificuldade primeiramente, coordenação motora, cognitiva e orgânica). 
  •   Comportamentos agressivos e repetitivos.
  •   Enurese noturna (xixi na cama).
  •   Pesadelos (com isso os pedidos para dormir juntos com os pais).
  •   Demora a andar ou falar (analisar se no ambiente ela recebe o estimulo necessário e adequado para desenvolver a voz e ergonomia).

    Nós, psicólogos infantis podemos ajudá-los primeiramente construindo um local onde ele se sinta protegido, acolhido e livre para expressar e jogar tudo pra fora de forma espontânea. A forma de falar, o tom, as palavras, os gestos e os tipos de brincadeiras possibilitam ao profissional captar todas as informações necessárias para poder lidar com as ações e reações do cotidiano. Analisamos todos os pontos positivos (reforços) e negativos (fuga; esquiva; punição), para podermos ter as ferramentas necessárias no tratamento, iremos ajudar a criança a se restabelecer e se fortalecer diante das dificuldades isto de forma saudável juntamente com apoio dos pais. 
     Por fim, mando o recado a todos que tem o privilégio de ter crianças em seu convívio, vamos olhar de cuidado tudo que esta acontecendo ao redor deles, pois, eles são os espelho e frutos do nosso futuro, somente eles faram toda diferença no mundo que vivemos.

Marília Moraes Rezende
Psicóloga Clínica 
Psicopedagoga /Neuropedagoga
34- 3083-6720

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